Faz-se necessário que nós Crentes, tenhamos o poder da renúncia. É preciso que saibamos o que significa ser um apóstolo de Jesus – “Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens” (Mt. 4:19).
É preciso que todos sejamos apóstolos de Jesus, é mister que sejamos criaturas promotoras e dignificadoras da pessoa humana, o nosso próximo. Só assim haveremos de construir uma dimensão nova nesse mundo. Se isto nós o fizermos, se assim tivermos dispostos, se houver em cada um de nós o desejo de amar o nosso próximo, nós estaremos com um capital que nunca se desgastará, e assim teremos como prestar contas positivamente com o Todo-Poderoso de forma a termos os méritos da vida eterna.
Estamos a buscar que nossas lágrimas cessem e que não mais tenhamos dor. Mas, Deus, é soberanamente justo. Todo sofrimento neste mundo tem sua causa, e, portanto, sua utilidade. Devemos sim, resignadamente, aceitar os motivos das aflições que teremos que experimentar, como uma prova de amor a Deus, assim como disse Jó: “Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum de teus propósitos pode ser impedido”. (Jó. 42-2). Desejamos, fervorosamente, com o auxílio de Deus, Nosso Pai, em companhia de Jesus – o Mediador da nova aliança, o chefe e o aperfeiçoador da fé, aquele que nos franqueou o novo caminho que conduz à vida, que nos deu a liberdade de entrar no lugar do santíssimo, que nos fez aproximar da cidade do Deus vivo, da Jerusalém celeste, da inumerável multidão dos anjos e do próprio Deus, que é o juiz de todos – possuir a proteção divina e a força de suportá-las sem lamentações, sem choros falsos. Queremos, assim, que sejamos uma advertência salutar e que possamos combater em nós mesmos, na nossa reconstrução íntima, como nos disse Jesus, o orgulho que denigre; a ambição que corrói; a tola vaidade e o egoísmo devastador de almas.
Que o sofrimento e a dor na carne aumentem a nossa experiência e contribua assim para o nosso aquebrantamento. Sejamos sempre firmes no propósito de superarmos as provas que nos são enviadas pelo Criador.
A partir do momento que deixarmos a bondade do Cristo – Rei dos Anjos e dos homens – entrar em nossos corações, a fonte fecunda e abundante do Pai Misericordioso, o amor, nos impregnará de forma que as nossas virtudes e valores se farão presentes em nossas ações, tais como fraternidade e caridade.
E o amor de Deus foi tão sublime para com todos nós, que nos enviou o seu filho amado “para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna”(Jo. 3:16).

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