Através da inteligência podemos aplicar duas funções de extrema necessidade para tomarmos decisões: distinguir e discernir. O fato de sabermos distinguir não nos torna aptos para tomar decisões acertadas, pois nem sempre sabemos processar de forma correta sobre aquilo que soubemos conceituar tão facilmente. Contudo, após fazermos as analises de forma ordenada e procurando tirar os verdadeiros conhecimentos daquilo que estamos propostos a conhecer, passamos para o passo seguinte que é o uso da faculdade de discernir. O discernimento é a fase suprema destas análises, e necessário se faz para que saibamos qual o caminho correto a seguir, pois no uso desta faculdade utilizaremos a maior capacidade de uso da nossa inteligência.
O ato de discernir nos mostra o quanto somos capazes de tomar a decisão certa, e através do livre arbítrio poderemos assumir a responsabilidade por todos os nossos atos, sejam eles quais forem. O discernimento nos diz qual decisão tomar, se vamos para um lado ou vamos para o outro. Ele nos diz qual o caminho a seguir, ou seja, se vamos ou não ser conhecidos de Deus.
Muitos ainda se dizem não conhecerem a Deus, no entanto, Ele ainda se fará ouvir por estes que ainda não tiverem o privilégio de O conhecer. Jesus em pregação fala aos judeus o seguinte: “Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco; também me convém agregar estas e elas ouvirão a minha voz, e haverá um rebanho e um pastor” (Jo. 10:16). Com isto, Jesus mostra claramente os planos de Deus, que é sim, juntar todos aqueles que ainda não ouviram a sua palavra e não O conhecem em um único rebanho e terá somente um único pastor – Jesus Cristo.
A piedade de Deus Nosso Senhor está na grandeza de que possamos recebê-lo em nossos corações pela simples aceitação de sua palavra e dos seus desígnios. Os caminhos são cheios de espinhos e pedregulhos, mas, diante das dificuldades que nos são apresentadas, somos fortes o suficiente para encará-los e suportá-los para o bem de nós mesmos e para a nossa salvação.
Àqueles que ainda não tiveram a condição necessária de aceitá-lo como seu único salvador – chama de luz divina – ainda resta a esperança de que Jesus não descansará enquanto a última ovelha não reconhecer a voz do verdadeiro pastor e entrar pela porta aberta por Ele a todos aqueles que queiram se salvar.
Lembrando, caríssimos irmãos, todos nós somos verdadeiramente filhos de Deus Pai, Salvador de todos nós, que não nos deixará entrar pelas encruzilhadas das dúvidas e das perdições sem que tenhamos uma luz que brilhará no farol da esperança no mar das tormentas do pecado. Saibamos todos que ninguém ficará para trás, nem mesmo aqueles que ainda não O conhecem de perto. Porque Deus é todo misericórdia.
Ele nos diz para termos muito cuidado em não confundir os nossos sentimentos e os nossos anseios, que nem sempre estão ajustados aos designíos de Deus, e nos leva a entender a diferença entre um e outro, ou seja, a obediência está ligada ao nosso racional; à nossa razão, a usamos sempre de forma a tomarmos decisões pautadas no conhecimento; a resignação é mais profunda, ela é mais ligada ao nosso “Eu Interior”, está relacionada ao nosso sentimento puro e verdadeiro que vem de dentro do nosso coração. E nos faz lembrar também, que essas duas virtudes nos ajudarão a enfrentar as nossas dificuldades e atribulações, inclusive as dores e os sofrimentos da carne, para que possamos dar graças ao Nosso Pai pelas dádivas divina do porvir.
A nossa maior tarefa, dada pelo Altíssimo é enfrentar tudo com muito amor e resignação. O sentimento de aceitação, inclusive, dos infortúnios que a vida nos irá apresentar, fará com que possamos estar cada vez mais fortes na fé em Deus.
Fiquem todos na graça de Jesus e nas bençãos do Espírito Santo de Deus. Amém?

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