Meu amados e queridos irmãos em Cristo, sexta-feira da Paixão de Cristo, data muito representativa para todos nós que somos cristãos crentes e que nos faz remeter a uma época triste e a um momento ignorante da humanidade. Hoje eu venho transcrevendo partes de um texto de um dos livros mais instigante que eu já li em minha vida depois da Bíblia (é claro) – O Mestre do Amor de Augusto Cury, Editora Academia de Inteligência – um livro que procura entender a psicologia e a mente de Cristo nas suas seis últimas horas de calvário e entre os seres que se diziam ser inteligente.
Eu transcreverei partes do capítulo 10 e que eu achei interessante à época em que o li pela primeira vez – exatamente em fevereiro de 2004 – 4ª a 6ª Hora: Abandonado por Deus. Logicamente os crentes em sua total maioria vai pensar que absurdo tal título. Como que Deus iria abandonar o seu filho? Por que Deus faria tal absurdo deixando-o no momento mais crucial de sua vida? Meus irmãos, vamos analisar e refletir cada palavra desse resumido texto que agora transcrevo aqui no blog SALVAÇÃO E CARIDADE, afim de que possamos entender um pouco melhor porque Jesus Cristo teve que morrer por nós para nos salvar de nós mesmos.
Cap.: 10 – 4ª a 6ª Hora: Abandonado por Deus
JULGADO PELO JUIZ DO UNIVERSO
De acordo com os textos bíblicos, nunca ninguém havia passado no teste de Deus (Rm. 2:23). Por que ninguém passou nesse teste? Até onde
conseguimos analisar e compreender, é porque seu julgamento traspassa os comportamentos exteriores e penetra nas raízes da consciência.
Ninguém é perfeito, não há um ser humano que seja senhor pleno de suas emoções e de seus pensamentos.
O autor da vida (...)vaza a vidraça de nossos comportamentos e penetra nas entranhas de nossa alma. Jesus foi julgado pelo único Ser que não tem
limites para julgar.
Cristo pode servir de espelho para o homem, porque foi um homem como qualquer ser humano. Sofreu, chorou, viveu momentos de extrema ansiedade e
teve diversos sintomas psicossomáticos. Apesar disso, ele foi perfeito. Perfeito como? Perfeito na sua capacidade de incluir, perdoar, se
preocupar, compreender, ter misericórdia, se doar, respeitar, ter dignidade na dor. Perfeito na sua capacidade incondicional de amar, na sua
habilidade de ser líder do mundo das idéias e administrador das suas emoções. João Batista, seu precursor, antevia esse julgamento. (...) Ao ver Jesus, ele declara, altissonante: “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do
mundo”. ⁶⁹ Como pode um homem ter a responsabilidade de eliminar a culpa das injustiças humanas?
Ele morreu por causa das mazelas e misérias da alma humana. Por um lado, o ódio do sinédrio judaico e o autoritarismo da política romana o
mataram. Por outro, a sua morte foi usada pelo Juiz do universo como um sacrifício para estancar a culpa de uma espécie que tem o privilégio de
ser inteligente, mas que não honrou sua capacidade de pensar.
Foi usado o símbolo do cordeiro para expor os aspectos psicológicos desse homem ímpar.
Um cordeiro é um animal tranqüilo. Jesus foi o mais tranquilo dos homens. Um cordeiro é dócil até quando está morrendo. Jesus, contrariando os
paradigmas da psicologia, demonstrou uma doçura e amabilidade inimagináveis na cruz.
A VISÃO DE UM FILÓSOFO DE DEUS
Agostinho é considerado um grande filósofo. Foi um filósofo de Deus. Certa vez disse uma frase intrigante e complexa: “Deus se tornou um homem
para que o homem se tornasse Deus”. (...) Quis dizer que o objetivo de Deus era que o homem recebesse, através de Jesus Cristo, a sua vida e
conquistasse o dom da eternidade. (...) e a condição de se tornar filho de Deus seria a maior delas.
(...) Jesus Cristo objetivava que seus discípulos fossem além da compreensão das suas idéias, que participassem de uma vida que transcende a
morte. Através da cruz, ele queria abrir uma janela para a eternidade. O mestre da vida tinha inquestionavelmente o projeto mais alto que nossa
mente pode conceber.
A FILOSOFIA DO CAOS E A PRESERVAÇÃO DOS SEGREDOS DA MEMÓRIA
(...) a maior dádiva da inteligência: a consciência.
Crer em Deus é mais do que um ato de fé, é um ato inteligentíssimo. É crer na possibilidade de continuarmos pensando, sentindo, existindo.
Jesus (...) falava da vida eterna não como um delírio religioso, mas como a necessidade de preservar a memória e continuar a existência.
A memória tem um valor supremo para a vida eterna sobre a qual Jesus discursava. Ela é o alicerce da inteligência.
(...) Jesus (...) tinha uma dieta não exagerada, andava, muito, tinha muitos amigos, era alegre, exercitava seu raciocínio, meditava
freqüentemente e se doava para as pessoas. Tais ingredientes são excelentes para preservar a capacidade de pensar. O exercício do raciocínio é
fundamental pra conservar a lucidez.
Ele se sacrificou ao máximo para tornar realidade aquilo que só pode ser alcançado pela fé.
O MAIOR EMPREENDEDOR DO MUNDO
Dormir ao relento, ser rejeitado, ser traído, negado, ferido e odiado não eram problemas capazes de bloqueá-lo. Uma visão controlava as
entranhas de sua alma. Ele foi o maior empreendedor do mundo...
A motivação de Jesus era inabalável.
A 5ª FRASE: “DEUS MEU, DEUS MEU, POR QUE ME DESAMPARASTE...”
Todas as iniquidades da humanidade recaíram sobre Jesus, ao mesmo tempo que Deus vasculhava cada viela dos seus pensamentos e emoções.
CLAMANDO A DEUS E NÃO AO PAI A solidão da cruz foi o momento final da história de Cristo.
Ao desculpar os indesculpáveis, o mestre do amor assumiu sua condição de cordeiro de Deus que eliminaria as injustiças humanas através de seu
sacrifício.
Deveria estar confuso, delirando, sem condições de raciocínio inteligente, mas, por incrível que pareça, tinha tanta consciência de onde estava e
do cálice que estava tomando que clamou a Deus como um homem e não como filho de Deus. Ofertava na cruz a energia de cada uma de suas células em
favor de cada ser humano.
NÃO UM HERÓI, MAS UM HOMEM FASCINANTE
Deus não era, para Jesus, um símbolo religioso, nem um ponto de apoio para superar as suas inseguranças. Deus era real, tinha personalidade,
falava com ele, alimentava-o com suas palavras. Que Deus é esse que é tão real e tão intangível aos nossos sentidos?
Jesus era uma pessoa fascinante, mas sem Deus, também não tinha sustentação.
Espero que cada um de vocês, irmãos queridos, tenham feito a sua própria reflexão dos reais motivos da crucificação de Jesus e porque tanto sofrimento para redimir a humanidade de todas as suas injustiças e assim ganhar como prêmio a vida eterna.
Para todos os irmãos, desejo que a Paz do Senhor Jesus esteja sempre presente e que as bênçãos do Espírito Santo de Deus possa alegra-los e fortifica-los na fé e na alegria de ser cristão. Amém?



que o real valor desse sacrificio esteja todos os dias em nossa vida, amém!
ResponderExcluirO sacrifício de Jesus só terá realmente valido apenas se verdadeiramente estivermos em pensamento com Ele todos os dias de nossas vidas. A fé em Jesus nos leva a patamares nunca antes alcançados e por isso nos sentimos felizes e abençoados. Amém!
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