terça-feira, 18 de abril de 2017

O LIVRE ARBÍTRIO NÃO SERIA UM EXAGERO DE LIBERDADE?

Livre arbítrio, uma expressão que demanda medo e constrangimento. Porque a sua definição por si só já nos remete a esses sentimentos, até porque estamos tratando de uma relação direta com o próprio Deus e que com certeza vai haver as devidas cobranças pela decisão tomada.
Vamos ver em primeiro plano qual o conceito de Livre Arbítrio: “É a possibilidade de decidir, escolher em função da própria vontade, isenta de qualquer condicionamento, motivo ou causa determinante”. Quando na definição ela afirma que é uma razão direta da nossa decisão, levamos em conta que essa decisão, para ter relação à liberdade de escolha, é preciso que tenha sido por vontade própria, ou seja, nenhuma decisão em que a pessoa foi levada a toma-la por pressão ou por uma contingência aleatória e involuntária, não vai valer para acertos de contas no futuro.
Na verdade essa expressão ela não é utilizada na Bíblia. Se você quiser fazer uma pesquisa e usar a expressão “Livre Arbítrio” não encontrará nenhum versículo em toda extensão deste sagrado livro. Então tivemos que fazer um trabalho de pesquisa baseado em analogias e interpretações, afim de que tivéssemos a condição necessária para trazer a vocês, amados irmãos e irmãs, o conhecimento à luz da doutrina cristã.
Vamos então começar falando de que o livre arbítrio define que podemos decidir o que quisermos fazer, sabendo que teremos que nos responsabilizar pelos resultados sejam eles quais forem. Pegando essa linha de raciocínio, vemos que Deus deu instruções claras a Adão e Eva no paraíso de que uma única coisa eles não poderiam fazer sob pena de serem castigados duramente, senão vejamos: “E o Senhor Deus lhe deu esta ordem: De toda arvore do jardim comerás livremente, mas da arvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gn. 2: 16-17). Deus orienta o que não se pode fazer de errado. Podemos fazer tudo, menos uma única coisa, transgredir uma regra, e se por acaso o fizermos, teremos que responder pelos nossos atos com dura severidade. No caso especifico de Adão e Eva, eles morreriam, não fisicamente, mas sim para os olhos de Deus e das coisas divinas e maravilhosas que eles possuíam, tendo por castigo a esta transgressão, a obrigação de pelo seu próprio suor ter que obter o seu sustento.
As possíveis escolhas que estão inclusas no livre arbítrio são as escolhas relacionadas a exercer plena e livremente o bem e a ter a capacidade de se aproximar de Deus por nós mesmos, ou seja, por nossas ações, sejam elas certas ou erradas. “Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço” (Rm. 7:19). Amados irmãos e irmãs, Paulo nos diz com clareza d’alma que nós não fazemos o que é certo fazer, que é o bem, por motivos torpe e as vezes até por nossa incapacidade humana, mas estamos prontos e aptos a realizar o mal, mesmo sabendo que não é bom e que não é o certo faze-lo. Essa é a alma humana, bem descrita por Paulo nessa carta aos Romanos.
Mas Deus com toda a sua misericórdia e infinita bondade, “recompensará cada um segundo as suas obras” (Rm. 2:6), “porque para Deus, não há acepção de pessoas” (Rm. 2:11). Uma coisa é certa, ninguém vai receber castigo por ninguém. Os erros cometidos por cada um, cada um será o seu responsável pleno e não haverá acepção nenhuma e de ninguém. Dependendo do que fazemos, seja para o bem ou para o mal, em pequena ou larga escala, o galardão ou a punição será na mesma proporção.
Eu posso fazer uma dedução bem lógica: Deus não ficou ou não estar muito satisfeito com a sua principal criação. Nós, seres humanos, somos os únicos animais que não fazemos nada por instinto, nem tão pouco pela necessidade, mas sim porque usamos a inteligência para fazer o bem e o mal. Essa inteligência nos foi dada por Deus, e que eu acho que é aí que reside a semelhança com o Criador. No entanto, o homem a usa de forma distorcida, e o que é pior, usando na figura do Livre Arbítrio. Quando Paulo afirma que, “porque a criação ficou sujeita à vaidade, mas por causa do que a sujeitou” (Rm. 8:20). Eu, particularmente, considero um exagero a homologação da liberdade de ações plena da criação, sendo que o Criador detém o conhecimento e o poder de tudo que está entre o céu e a terra. E nós estamos sendo muito bem orientados através dos mandamentos e preceitos, o que é certo e errado de fazer. Se não o fazemos é porque realmente queremos fazer o errado e deixar o certo de lado em detrimento da felicidade eterna no Reino de Deus.
A todos os irmãos e irmãs, que Jesus lhes deem a força e a Paz e que o Espírito Santo de Deus possa trazer-lhes a luz e o bom discernimento para o correto uso do livre arbítrio para louvor e honra do Senhor. Amém?

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