quarta-feira, 22 de abril de 2020

DIREITOS HUMANOS – O QUE DIRIA JESUS HOJE?

Jesus vendo a multidão, subiu a um monte, e, assentando-se, aproximaram-se dele os seus discípulos; e, abrindo a boca, os ensinava, dizendo:
“Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos céus; bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados; bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra; bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos; bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia; bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus; bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados de filhos de Deus; bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus; bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem, e perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós por minha causa” (Mateus 5:1-11 ARC).

Procuramos aqui refletir quanto a este tema polêmico e muito atual, ou seja, os direitos humanos. Muitos de nós poderemos dizer com bastante convicção que só os marginais, os bandidos, obtêm por parte desta instituição do governo e da justiça essa atenção de seus direitos desviados e não atendidos. Vemos muito hoje em dia acontecer nas chamadas “audiências de custódia” a prática de demonstrar esta atenção ao atendimento correto por parte das autoridades o direito que este ser humano possui, mas, que não soube e nem procurou atentar pelos direitos do outro humano que ele maltratou, assaltou, feriu ou matou quando do seu delito.
Caríssimos, a vida humana se tornou banal. A vida humana não possui mais, aos olhos dos homens, o mesmo valor elevado que ela tem para Deus. A vida humana se tornou um mero acaso de situações que na zona urbana ou rural as pessoas se defrontam diariamente quando estão diante dos seus algozes sanguinários e não tementes a Deus. Por que falamos “não tementes a Deus”? Simplesmente porque eles realmente não temem ao Criador. São pessoas isentas de amor, de atenção e carinho ao próximo, que se preocupam única e exclusivamente em buscar da maneira mais fácil e maléfica os recursos para as suas festas, baladas, luxo exacerbado, armamentos e munições pesadas e drogas de toda espécie para comercialização em atacado, para assim, continuarem a alimentar esse mundo de violências e desumanidades.
Jesus Cristo nos aponta no Sermão do Monte (Mt.5:1-11), um elenco de condutas que devemos atentar quando estivermos nos relacionando com as pessoas. Na verdade ele nos mostra o caminho mais curto e, ao mesmo tempo, também mais árduo, para que possamos chegar ao Reino dos Céus, e assim, sermos agradáveis ao Nosso Pai Celestial. Esse sermão ficou conhecido pelos teólogos como um tratado basilar para a igreja cristã e a maneira de como se chegar até Deus. Jesus se preocupou muito com todos aqueles que estavam passando por situações difíceis, problemas sociais, financeiros e de saúde. Ora, amados e amadas, o Cristo se preocupa com as principais áreas que norteiam qualquer sociedade. Ele se preocupa com a desigualdade social, com a falta dos direitos humanos do seu povo, que padecem e se encontram subjugados em sua própria terra por outro povo, e o que era pior, um povo pagão e incrédulo – os romanos.
Jesus se mantinha focado em dar o máximo de si àquele povo tão sofrido e massacrado. Um povo que ansiava pela chegada do Messias que poria fim aos efeitos danosos de anos e anos de desmandos e desumanidade a todos os judeus, independente de sexo, idade, posição social e crença religiosa. De acordo com o seu apostolo Mateus, Jesus foca seu discurso em quatro grupos distintos: os menos favorecidos (Mt.5:3), os excluídos sociais (Mt.5:6) e os injustiçados (Mt.5:10). E pra cada um desse grupo social ele oferece um refrigério acalentador, vejamos: os pobres serão proprietários do Reino de Deus; os que têm fome de justiça ficarão saciados; os excluídos serão alegrados e consolados; e os injustiçados não serão mais perseguidos ou condenados. Mas, da mesma forma que mostra as misericórdias de Deus, também fala aos que trazem a dor e o sofrimento às consequências dos seus atos: aos ricos o recebimento das suas consolações (Lc.6:24); aos que agora são possuidores de fartura, passarão a ter fome (Lc.6:25); aos que agora estão felizes pela desgraça dos outros haverão de se lamentar e chorar (Lc.6:25); e àqueles que hoje são idolatrados e venerados, cuidado, pois serão tratados como falsos profetas (Lc.6:26).
Naquele momento em que o filho de Deus proclamava estas diretrizes, ele não estava em campanha eleitoral. Ele estava sendo caçado e perseguido por um grupo de minoria, que se achava ameaçado naquilo que eles mais “adoravam”: poder e riqueza. Bem como na possibilidade de serem desmascarados diante do povo e, assim, desmoralizados pelo próprio povo. Parece muito semelhante aos nossos dias atuais não acham caríssimos irmãos e irmãs? Será que poderíamos dizer com toda convicção e certeza de que Jesus, se hoje estivesse entre nós, poderia ser chamado de ativista dos direitos humanos? Não desse direito humano que a politicagem enegrecida se utiliza para esconder suas falcatruas e explorar as demagogias baratas, colocando em situação de risco toda a sociedade e cidadãos honestos e trabalhadores. Estamos falando do direito justo e correto dos verdadeiros seres humanos que se encontram desamparados, injustiçados e sofridos perante aos próprios homens incorretos.
Portanto, concluímos que, em todos os tempos os menos providos, os sofredores, os que são marginalizados social e financeiramente sempre tiveram os seus direitos surrupiados e levados a sofrimentos incautos. Podemos dizer em alto e em bom som que Deus sempre esteve de olho nesses pequeninos que tanto têm suas vidas despedaçadas pela ganância, corrupção e violência, geralmente praticadas por quem deveria fazer exatamente o contrário, ou seja, oferecer o mínimo de dignidade para o sustento, garantia mínimas de sobrevivência e segurança física para toda a família. Contudo, se pegarmos a Bíblia, veremos diversas situações que mais parecem serem extraídas de manchetes de jornais diários de tão atuais que são, e que infelizmente continuará acontecendo sempre às situações em que o povo de Deus − pobre, sofredor, inconsolável e sem esperança em um futuro melhor aqui na terra − vão continuar vivenciando.
OREMOS: Ao Deus Pai que nos dê, em cada amanhecer que surge, as misericórdias do seu amor incondicional e assim podermos enfrentar todos os desafios que nos aparecem diariamente; a Jesus Cristo para que possa nos manter sempre pelo caminho da serenidade e do amor ao próximo para assim podermos ter um pouco mais de paz e tranquilidade; e ao Espírito Santo que em sua comunhão com Deus possa elevar os nossos pensamentos e ações para que aja dias melhores a todos os filhos do Criador aqui mesmo nos dias de hoje e não tão somente nos céus. Amém.

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