“E este dia vos será por memória, e celebrá-lo-eis por festa ao SENHOR; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo.” (Êxodo 12:14 ARC)
Meus irmãos e irmãs em Cristo, vamos procurar refletir um pouco mais sobre como devemos festejar esta data tão importante para o cristianismo primitivo e contemporâneo.
Somos sabedores, de acordo com este verso acima exposto, que a Páscoa fora instituída pelo próprio Deus, e repassado instruções por Moises aos hebreus daquela época, mesmo eles ainda estando em terras egípcias. Porém, neste mesmo versículo podemos perceber algumas orientações importantes que podem passar por despercebidas por alguns, ou talvez não, mas mesmo assim iremos aqui expô-las, são elas: 1. que a partir daquele dia nada daquilo que aconteceria naquela noite poderia ser esquecido por nenhum hebreu que viveu o cativeiro, e, que a liberdade a eles dada fora condicionada a lamentações de muitos e do sofrimento na dor da perca dos entes queridos de outros; 2. que a celebração daquele momento em diante deveria ter um único a quem adorar e celebrar, que é tão somente ao SENHOR – Nosso Criador – e não a nenhum outro, seja em sentimento ou cobiça de sintonia unilateral de gostos e adorações paralelas, que, nos dia de hoje nós poderíamos relacionar à obtenção de presentes de objetos de desejos altamente viciosos; e 3. que essa festa, denominada de Páscoa, atravessasse gerações e gerações infinitas, sendo assim obedecida por todos como mandamento eterno para darmos como reconhecimento a Deus por tudo que Ele Fez, faz e fará em nossa existência terrena e nos céus.Triste constatação da nossa parte de que ainda se continua a comemorar não da forma como Deus nos pediu, mas sim da forma como o diabo assim o quer. Aleitando-se em dia de bebedeiras e comemorações profanas. Mas, sem dar a verdadeira importância ao ato de Jesus ao ser crucificado na Cruz e o seu sangue ter sido derramado ao chão para pagamento de dívidas, não dele mesmo, mas de todos nós, criaturas de Deus. Infelizmente, muitos desses que assim agem estão mortos espiritualmente fazendo assim com que nenhuma ligação com o Criador esteja em vigor.
Incrivelmente, podemos fazer uma linha de comparação entre o dia da instituição da primeira Páscoa com o dia em que Jesus foi crucificado (não coincidentemente na semana da Páscoa dos Judeus), ou seja, quando o Filho do Homem, considerado “Cordeiro”, foi imolado e seu sangue derramado em favor daqueles que deveriam ser libertos por todos os pecados. Foi assim que as coisas aconteceram, o fim trágico de um homem que só queria o bem de todos, que abraçava a justiça para saciar àqueles que a desejavam pelas inúmeras indiferenças da época, que exalava amor por todos os seus poros, pois na relação entre o Pai e o Filho havia muita compaixão envolvida e foi por isso que Deus deu o seu amado Filho para o sacrifício como o próprio cordeiro para a salvação de todo pecador, e a esperança de uma nova vida, pois, assim como aconteceu no grande Dilúvio em que toda a humanidade corrompida foi extinta, agora, neste instante, todos que ali se encontravam mortos pelo pecado, renasceram para uma nova vida, desde que no Cristo imolado acreditassem.
Que lindo momento esse meus queridos irmãos. Momento de reflexão da máxima dessa linda e importante passagem bíblica: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos,” (1Pedro 1:3 ARC). Que por causa única da grande misericórdia do Criador que mantém pela sua criação, e de que, de agora em diante para todo aquele que crê no Cordeiro Imolado somos chamados diante de todos os anjos – filhos de Deus – e que por tamanha glória passamos a possuir a vida eterna para podermos vivê-la plenamente em uma nova existência cheia de fé e de esperança a partir da ressurreição do Cristo saindo vitorioso do mundo dos mortos e trazendo vida para todo aquele que nele crer.
Meus amados irmãos e amadas irmãs, nos dedicamos a escrever esse texto para mostrar a todos vocês a grandiosidade da Páscoa em nossas vidas. Mostrar que em tempos de isolamento social, da devassidão da doença Covid19 causada pelo coronavírus, possamos entender a profundidade da exata intenção da Páscoa, pois, acreditando no verdadeiro intuito de Deus para com os seus, saibamos distinguir entre a morte e a vida eterna que o Pai deseja que creiamos, pois somente em Jesus Cristo, na palavra proveniente do Pai, podemos herdá-la, pois ela assim nos foi dada quando fomos criados pelas mãos do Criador no momento da criação do primeiro homem e por desobediência a perdeu no mesmo instante que a cometeu.Que Deus em toda sua misericórdia possa trazer a esperança em uma vida plena e cheia de glória no seu Reino; que Jesus Cristo através do seu amor possa trazer mais e mais a verdade e a certeza de melhores dias em sua companhia; e que na comunhão do Espírito Santo de Deus possamos consumar e herdar todas as justiças que foram assim desejadas para os Filhos de Deus. Amém.




Nenhum comentário:
Postar um comentário