sábado, 18 de julho de 2020

Ó PAÍ Ó, DE BOAS INTENÇÕES O INFERNO ESTÁ CHEIO!!!

“O rei ordenou a Joabe, a Abisai e a Itai: ‘Por amor a mim, tratem bem o jovem Absalão!’ E todo o exército ouviu quando o rei deu essa ordem sobre Absalão a cada um dos comandantes”. (2 Samuel 18:5)        Este é um tema muito interessante e bastante atual. “De boas intenções o inferno está cheio” é uma expressão antiga e cheia de verdades. Aqui, hoje, vamos estudar um homem perverso, um guerreiro invencível, duro, frio, forte e muito determinado. Este homem é ninguém mais do que o General Joabe, o braço direito de rei, o comandante geral dos exércitos do grande Davi. Nele havia várias falhas de caráter, a princípio era um homem confiável, mas Joabe misturava o lado bom e o lado mal que tem em cada um de nós. Contudo, ele não buscava a graça de Deus para tentar dominar essas falhas humanas, ainda que tendo expressado uma única vez na Bíblia, mesmo que fingidamente, súplicas ao altíssimo como podemos verificar neste verso: “Joabe, porém, respondeu: ‘Que o Senhor multiplique o povo dele por cem’”. (1Crônicas 21:13). Joabe era filho de Zeruia (irmã de Davi), portanto, sobrinho do Rei; primo de Amassa (a quem matou covardemente a traição); possuía dois irmãos, também guerreiros: Abisai e Asael (morto em combate por Abner). Interessante sabermos dessas particularidades para entender que este homem tinha uma linhagem real, já que possuía parentesco próximo com o Rei Davi. Joabe buscava, obstinadamente e mesmo que por meios obscuros cheios de segundas intenções, o poder. Utilizava sempre que necessário das intrigas, da lealdade equivocada, do ciúme doentio, do orgulho elevado e da teimosia suprema que o levava às ações de vingança aos seus inúmeros desafetos. Dentre esses tinha Abner, comandante geral dos exércitos do Rei de Israel, Isboset. Em uma de suas batalhas, Abner travou um duelo mortal com o irmão mais novo de Joabe, Asael. E, que, desde este momento em diante, Joabe jurou morte para o inimigo, e assim o fez, agindo de forma premeditada e covarde, atraindo o seu oponente para uma emboscada infame.
Mas amados, estamos trazendo este personagem bíblico para o nosso estudo, afim de que possamos tirar lições importantes para a nossa caminhada cristã e de melhoramentos espirituais que tanto buscamos, para que assim possamos obter o direito a vida eterna ao lado do Senhor Jesus. Podemos observar que durante toda a existência de Joabe muitos erros, contradições e atitudes egoístas ocorreram, e delas podemos tirar algumas lições: • Tudo de mal que fazemos tem o dedo podre de Satanás; • Que jamais devemos renegar a misericórdia ao próximo; • Que existe sempre uma grande batalha dentro de nós e que gera um grande conflito – o mal sobrepor ao bem; • Manipular, de forma equivocada, todos que nos rodeiam no intuito de galgarmos os objetivos escusos; • Desobedecer aos mandamentos de Deus deixando de ser ético em nossas relações; • Violar de forma irresponsável a nossa consciência; • Usar a religião de forma errada e em proveito próprio; e • Justificar os erros e os atos ilícitos com o injustificável. Meus amados, atrás de cada má ação humana, podem ter certeza de que tem uma ação direta do Diabo para interferir em nossa caminhada para junto do senhor Jesus. E, é por isso, que não conseguimos, em determinadas ocasiões, contornar as situações difíceis das nossas vidas.
Joabe representa a figura exata em nós mesmos do lado bom e do lado mal que tem o ser humano. É sabido que temos que deixar o bem sempre vencer o mal, e assim, recebermos merecidamente as misericórdias de Deus e permanecermos sob as graças do Senhor, nosso Criador. As duras penas, aprendemos que a vingança não cabe a nós determinar ou realizar. Somente nos cabe obedecer aos desejos do Criador ou oferecer de bom grato o nosso perdão a quem nós achamos que nos devem alguma coisa. Deus me ensinou essa lição de uma forma dolorosa, mas não de uma forma punitiva, mas sim educativa. E sei que me servirá, em um futuro próximo, para receber bênçãos pela minha reeducação espiritual. 
OREMOS: 
DEUS Amado que as Tuas misericórdias nos sejam entregues sempre a cada amanhecer; que JESUS nos cubra com o seu manto sagrado nos dando a possibilidade de amar os nossos inimigos como a nós mesmos; e a comunhão do ESPÍRITO SANTOS DE DEUS possa nos alegrar em sermos àqueles que iremos estar no Reino de Deus para toda a eternidade porque deixamos o bem prevalecer sobre o mal em nossas vidas. Amém.

quarta-feira, 22 de abril de 2020

DIREITOS HUMANOS – O QUE DIRIA JESUS HOJE?

Jesus vendo a multidão, subiu a um monte, e, assentando-se, aproximaram-se dele os seus discípulos; e, abrindo a boca, os ensinava, dizendo:
“Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos céus; bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados; bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra; bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos; bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia; bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus; bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados de filhos de Deus; bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus; bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem, e perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós por minha causa” (Mateus 5:1-11 ARC).

Procuramos aqui refletir quanto a este tema polêmico e muito atual, ou seja, os direitos humanos. Muitos de nós poderemos dizer com bastante convicção que só os marginais, os bandidos, obtêm por parte desta instituição do governo e da justiça essa atenção de seus direitos desviados e não atendidos. Vemos muito hoje em dia acontecer nas chamadas “audiências de custódia” a prática de demonstrar esta atenção ao atendimento correto por parte das autoridades o direito que este ser humano possui, mas, que não soube e nem procurou atentar pelos direitos do outro humano que ele maltratou, assaltou, feriu ou matou quando do seu delito.
Caríssimos, a vida humana se tornou banal. A vida humana não possui mais, aos olhos dos homens, o mesmo valor elevado que ela tem para Deus. A vida humana se tornou um mero acaso de situações que na zona urbana ou rural as pessoas se defrontam diariamente quando estão diante dos seus algozes sanguinários e não tementes a Deus. Por que falamos “não tementes a Deus”? Simplesmente porque eles realmente não temem ao Criador. São pessoas isentas de amor, de atenção e carinho ao próximo, que se preocupam única e exclusivamente em buscar da maneira mais fácil e maléfica os recursos para as suas festas, baladas, luxo exacerbado, armamentos e munições pesadas e drogas de toda espécie para comercialização em atacado, para assim, continuarem a alimentar esse mundo de violências e desumanidades.
Jesus Cristo nos aponta no Sermão do Monte (Mt.5:1-11), um elenco de condutas que devemos atentar quando estivermos nos relacionando com as pessoas. Na verdade ele nos mostra o caminho mais curto e, ao mesmo tempo, também mais árduo, para que possamos chegar ao Reino dos Céus, e assim, sermos agradáveis ao Nosso Pai Celestial. Esse sermão ficou conhecido pelos teólogos como um tratado basilar para a igreja cristã e a maneira de como se chegar até Deus. Jesus se preocupou muito com todos aqueles que estavam passando por situações difíceis, problemas sociais, financeiros e de saúde. Ora, amados e amadas, o Cristo se preocupa com as principais áreas que norteiam qualquer sociedade. Ele se preocupa com a desigualdade social, com a falta dos direitos humanos do seu povo, que padecem e se encontram subjugados em sua própria terra por outro povo, e o que era pior, um povo pagão e incrédulo – os romanos.
Jesus se mantinha focado em dar o máximo de si àquele povo tão sofrido e massacrado. Um povo que ansiava pela chegada do Messias que poria fim aos efeitos danosos de anos e anos de desmandos e desumanidade a todos os judeus, independente de sexo, idade, posição social e crença religiosa. De acordo com o seu apostolo Mateus, Jesus foca seu discurso em quatro grupos distintos: os menos favorecidos (Mt.5:3), os excluídos sociais (Mt.5:6) e os injustiçados (Mt.5:10). E pra cada um desse grupo social ele oferece um refrigério acalentador, vejamos: os pobres serão proprietários do Reino de Deus; os que têm fome de justiça ficarão saciados; os excluídos serão alegrados e consolados; e os injustiçados não serão mais perseguidos ou condenados. Mas, da mesma forma que mostra as misericórdias de Deus, também fala aos que trazem a dor e o sofrimento às consequências dos seus atos: aos ricos o recebimento das suas consolações (Lc.6:24); aos que agora são possuidores de fartura, passarão a ter fome (Lc.6:25); aos que agora estão felizes pela desgraça dos outros haverão de se lamentar e chorar (Lc.6:25); e àqueles que hoje são idolatrados e venerados, cuidado, pois serão tratados como falsos profetas (Lc.6:26).
Naquele momento em que o filho de Deus proclamava estas diretrizes, ele não estava em campanha eleitoral. Ele estava sendo caçado e perseguido por um grupo de minoria, que se achava ameaçado naquilo que eles mais “adoravam”: poder e riqueza. Bem como na possibilidade de serem desmascarados diante do povo e, assim, desmoralizados pelo próprio povo. Parece muito semelhante aos nossos dias atuais não acham caríssimos irmãos e irmãs? Será que poderíamos dizer com toda convicção e certeza de que Jesus, se hoje estivesse entre nós, poderia ser chamado de ativista dos direitos humanos? Não desse direito humano que a politicagem enegrecida se utiliza para esconder suas falcatruas e explorar as demagogias baratas, colocando em situação de risco toda a sociedade e cidadãos honestos e trabalhadores. Estamos falando do direito justo e correto dos verdadeiros seres humanos que se encontram desamparados, injustiçados e sofridos perante aos próprios homens incorretos.
Portanto, concluímos que, em todos os tempos os menos providos, os sofredores, os que são marginalizados social e financeiramente sempre tiveram os seus direitos surrupiados e levados a sofrimentos incautos. Podemos dizer em alto e em bom som que Deus sempre esteve de olho nesses pequeninos que tanto têm suas vidas despedaçadas pela ganância, corrupção e violência, geralmente praticadas por quem deveria fazer exatamente o contrário, ou seja, oferecer o mínimo de dignidade para o sustento, garantia mínimas de sobrevivência e segurança física para toda a família. Contudo, se pegarmos a Bíblia, veremos diversas situações que mais parecem serem extraídas de manchetes de jornais diários de tão atuais que são, e que infelizmente continuará acontecendo sempre às situações em que o povo de Deus − pobre, sofredor, inconsolável e sem esperança em um futuro melhor aqui na terra − vão continuar vivenciando.
OREMOS: Ao Deus Pai que nos dê, em cada amanhecer que surge, as misericórdias do seu amor incondicional e assim podermos enfrentar todos os desafios que nos aparecem diariamente; a Jesus Cristo para que possa nos manter sempre pelo caminho da serenidade e do amor ao próximo para assim podermos ter um pouco mais de paz e tranquilidade; e ao Espírito Santo que em sua comunhão com Deus possa elevar os nossos pensamentos e ações para que aja dias melhores a todos os filhos do Criador aqui mesmo nos dias de hoje e não tão somente nos céus. Amém.

terça-feira, 14 de abril de 2020

NA HORA DO "APERREIO" O MEDO FAZ A DIFERENÇA

“Elias teve medo e fugiu para salvar a vida”. (1Reis 19:3)

Como pode um poderoso servo do SENHOR ter medo de uma idolatra e fugir para o deserto desesperadamente? O que deve ter acontecido para ele ter-se atormentado a ponto de ir se esconder no deserto e pedir a Deus a sua morte? Onde foi parar a tremenda coragem e força de Elias, que desafiou a rainha Jezabel e os 450 profetas de Baal?

Basta um único instante de perigo ou de dificuldades para que fiquemos desesperados e comecemos a correr para longe de tudo, e, também de Deus. Ficamos perplexos e atônitos diante dos problemas, das situações adversas e nos deixamos atingir em cheio pelo medo, pessimismo inglório e pela angustia desmotivadora.

Vamos para o fato bíblico de Elias. Não podemos entender como um servo do SENHOR tão abnegado e poderoso, conhecedor da palavra de DEUS, com fé inabalável, possa se deixar levar pela insensatez e empreenda fuga desesperada para longe da raivosa e vingativa sacerdotisa de Baal. Quando agimos da forma como Elias o fez, estamos nos distanciando e fugindo da proteção de Deus e da sua palavra que nos traz força e alimento ao espírito. Esse afastamento nos deixa apático diante da nossa fé. Ao saber das ameaças escancaradas de Jezabel, o profeta deixou que o medo o dominasse. As dificuldades em manter-se seguro e diante do perigo iminente o deixaram angustiado o suficiente para, inclusive, duvidar do poder de Deus em protegê-lo da perversa soberana de Judá.

Amados irmãos e irmãs, em nossa caminhada sempre teremos a ação devastadora do inimigo. O desejo de Satanás é querer que sempre o pecado nos domine, que as traições nos afastem do caminho correto, que o temor nos leve às prisões mais profundas, obscuras e intransponíveis da nossa falta de fé, que nos deixa inertes para tentar alargar atitudes que nos façam sermos combatentes eficientes para conseguirmos a vitória em nossa luta pela liberdade a opressão do Diabo. Foi assim que Elias se sentiu: incapaz de lutar, sem forças para enfrentar tão terrível inimigo. Mas, esse inimigo não era assim tão poderoso quanto realmente aparentava. Contudo, Elias, naquele exato instante, não soube se apegar a quem realmente poderia lhe trazer forças, conforto e reação certeira – Deus, nosso Criador – Ele nos tem como pedras preciosas e somos “a menina dos seus olhos” (Zacarias 2:8). Para tanto, Ele mesmo nos fala que: “ninguém conseguirá resistir a você todos os dias da sua vida. Assim como estive com Moisés, estarei com você; nunca o deixarei, nunca o abandonarei” (Josué 1:5). Deus nos diz claramente que jamais nos deixará ou nos abandonará a nossa própria sorte. Ele sempre estará presente e nos acompanhando de perto para que possamos enfrentar de peito aberto e cabeça erguida os perigos da nossa caminhada e das intromissões maquiavélicas do inimigo. Ele apenas nos exorta que nunca deixemos de obedecer aos seus mandamentos e estejamos sempre vigilantes e em constante oração ao Pai, porque Ele sabe que a nossa carne é fraca (Mateus 26:41).

Não devemos nos deixar levar pelo desanimo, pelo pessimismo ou pelo afastamento da palavra de Deus, pois corremos o risco certo e desastroso de deixarmos nos levar pelas influências danosas e desastrosas de Satanás, aqui, neste contexto, representado por Jezabel. Deus nos fala que não devemos temer a nada, pois sempre estará conosco (Josué 1:9), sempre que invocarmos a Deus seremos salvos (Atos 2:21).

Quando tivermos cansados de tudo, desesperados ou desmotivados, devemos buscar em Deus, em seu manancial de amor, o renovo. Pois será somente através da palavra que teremos o reforço e a fortaleza para combatermos o bom combate e assim sairmos vitoriosos, como assim foi Jesus. Quando nos alimentamos da palavra de Deus temos novo ânimo, recebemos as orientações certas de como devemos agir. Possuímos as energias suficientes para sairmos em busca das alternativas da nossa vitória, pois o Senhor dos Exércitos estará do nosso lado sempre, e por causa dessa aliança somos vitoriosos pela palavra e pelas promessas de Deus que sempre as cumpre, pois Ele é fiel. Ouvindo a voz de Deus receberemos as suas bênçãos e estaremos prontos e fortalecidos para enfrentar e carregar a nossa cruz seja que tamanho for.

Amados e amadas, que DEUS esteja sempre a nos fortalecer no espírito; que JESUS seja a força que nos leve para os caminhos da paz e do amor; e que a comunhão do ESPÍRITO SANTO DE DEUS nos leve sempre para as vitórias, nos deixando livres dos perigos e das artimanhas do inimigo, seja ele qual for. Amém.

domingo, 12 de abril de 2020

EM TEMPO DE ISOLAMENTO, SAIBAMOS O EXATO SENTIDO DA PÁSCOA!

“E este dia vos será por memória, e celebrá-lo-eis por festa ao SENHOR; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo.” (Êxodo 12:14 ARC)
Meus irmãos e irmãs em Cristo, vamos procurar refletir um pouco mais sobre como devemos festejar esta data tão importante para o cristianismo primitivo e contemporâneo.
Somos sabedores, de acordo com este verso acima exposto, que a Páscoa fora instituída pelo próprio Deus, e repassado instruções por Moises aos hebreus daquela época, mesmo eles ainda estando em terras egípcias. Porém, neste mesmo versículo podemos perceber algumas orientações importantes que podem passar por despercebidas por alguns, ou talvez não, mas mesmo assim iremos aqui expô-las, são elas: 1. que a partir daquele dia nada daquilo que aconteceria naquela noite poderia ser esquecido por nenhum hebreu que viveu o cativeiro, e, que a liberdade a eles dada fora condicionada a lamentações de muitos e do sofrimento na dor da perca dos entes queridos de outros; 2. que a celebração daquele momento em diante deveria ter um único a quem adorar e celebrar, que é tão somente ao SENHORNosso Criador – e não a nenhum outro, seja em sentimento ou cobiça de sintonia unilateral de gostos e adorações paralelas, que, nos dia de hoje nós poderíamos relacionar à obtenção de presentes de objetos de desejos altamente viciosos; e 3. que essa festa, denominada de Páscoa, atravessasse gerações e gerações infinitas, sendo assim obedecida por todos como mandamento eterno para darmos como reconhecimento a Deus por tudo que Ele Fez, faz e fará em nossa existência terrena e nos céus.
Triste constatação da nossa parte de que ainda se continua a comemorar não da forma como Deus nos pediu, mas sim da forma como o diabo assim o quer. Aleitando-se em dia de bebedeiras e comemorações profanas. Mas, sem dar a verdadeira importância ao ato de Jesus ao ser crucificado na Cruz e o seu sangue ter sido derramado ao chão para pagamento de dívidas, não dele mesmo, mas de todos nós, criaturas de Deus. Infelizmente, muitos desses que assim agem estão mortos espiritualmente fazendo assim com que nenhuma ligação com o Criador esteja em vigor.
Incrivelmente, podemos fazer uma linha de comparação entre o dia da instituição da primeira Páscoa com o dia em que Jesus foi crucificado (não coincidentemente na semana da Páscoa dos Judeus), ou seja, quando o Filho do Homem, considerado “Cordeiro”, foi imolado e seu sangue derramado em favor daqueles que deveriam ser libertos por todos os pecados. Foi assim que as coisas aconteceram, o fim trágico de um homem que só queria o bem de todos, que abraçava a justiça para saciar àqueles que a desejavam pelas inúmeras indiferenças da época, que exalava amor por todos os seus poros, pois na relação entre o Pai e o Filho havia muita compaixão envolvida e foi por isso que Deus deu o seu amado Filho para o sacrifício como o próprio cordeiro para a salvação de todo pecador, e a esperança de uma nova vida, pois, assim como aconteceu no grande Dilúvio em que toda a humanidade corrompida foi extinta, agora, neste instante, todos que ali se encontravam mortos pelo pecado, renasceram para uma nova vida, desde que no Cristo imolado acreditassem.
Que lindo momento esse meus queridos irmãos. Momento de reflexão da máxima dessa linda e importante passagem bíblica: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos,” (1Pedro 1:3 ARC). Que por causa única da grande misericórdia do Criador que mantém pela sua criação, e de que, de agora em diante para todo aquele que crê no Cordeiro Imolado somos chamados diante de todos os anjos – filhos de Deus – e que por tamanha glória passamos a possuir a vida eterna para podermos vivê-la plenamente em uma nova existência cheia de fé e de esperança a partir da ressurreição do Cristo saindo vitorioso do mundo dos mortos e trazendo vida para todo aquele que nele crer.
Meus amados irmãos e amadas irmãs, nos dedicamos a escrever esse texto para mostrar a todos vocês a grandiosidade da Páscoa em nossas vidas. Mostrar que em tempos de isolamento social, da devassidão da doença Covid19 causada pelo coronavírus, possamos entender a profundidade da exata intenção da Páscoa, pois, acreditando no verdadeiro intuito de Deus para com os seus, saibamos distinguir entre a morte e a vida eterna que o Pai deseja que creiamos, pois somente em Jesus Cristo, na palavra proveniente do Pai, podemos herdá-la, pois ela assim nos foi dada quando fomos criados pelas mãos do Criador no momento da criação do primeiro homem e por desobediência a perdeu no mesmo instante que a cometeu.
Que Deus em toda sua misericórdia possa trazer a esperança em uma vida plena e cheia de glória no seu Reino; que Jesus Cristo através do seu amor possa trazer mais e mais a verdade e a certeza de melhores dias em sua companhia; e que na comunhão do Espírito Santo de Deus possamos consumar e herdar todas as justiças que foram assim desejadas para os Filhos de Deus. Amém.

quinta-feira, 9 de abril de 2020

CORPO, ALMA E ESPÍRITO: O QUE MORREU NO DIA EM QUE ADÃO E EVA PECARAM?

“E o Senhor Deus ordenou ao homem: “Coma livremente de qualquer árvore do jardim, mas não coma da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque no dia em que dela comer, certamente você morrerá” (Gn.2: 16-17 NVI).

Meus amados e amadas, essa é uma instigante pergunta e que nos leva a uma profunda reflexão sobre o assunto. Muito me interessou procurar estudar o que seria alma. Eu sempre tive dúvidas quanto a diferença entre alma e espírito, mesmo quando eu participava da doutrina espírita de Alan Kardec. Eu achava que eram a mesma coisa, mas na verdade elas possuem distintas diferenças e incríveis peculiaridades. Nós iremos ver isso e poderemos identificá-las no decorrer deste texto.
No verso que colocamos no início deste estudo podemos atentar para um detalhe interessante e que não podemos de forma alguma deixar de perceber: “...porque no dia em que dela comer, certamente morrerá”. Vejam, amados irmãos e irmãs, Deus nos fala claramente: “no dia”, ou seja, nesse mesmo dia, em outras palavras ou mais detalhadamente. A morte aconteceria imediatamente, naquele mesmo dia.
Outro detalhe que devemos atentar para o texto bíblico em evidencia é a frase: “certamente morrerá”. Essa expressão enfatiza cem por cento que a morte aconteceria naquele mesmo dia. A palavra de Deus não necessita de defesa, porque ela é a verdade, e a verdade pode existir por si própria.
Então fazemos aqui um questionamento importante para o andamento e compressão do nosso estudo: o que é a morte? Podemos afirmar categoricamente que é a ausência de uma forma de vida. Concordam amados e amadas?
Como o homem foi criado e quais os elementos que compunham o seu ser? Para podermos responder a esta pergunta devemos ir até ao livro dos livros, vejamos: “Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou”; (Gn. 1:27 NVI) e “ Então o Senhor Deus formou o homem do pó da terra e soprou em suas narinas o fôlego da vida, e o homem foi feito alma vivente (Gn. 2:7). Que parte do homem Deus formou do pó da terra? Sem dúvida alguma foi o corpo.
Agora vamos refletir e entender essa expressão: “e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente”. Deus passou para o homem o seu fôlego, o seu estado de vida, e ele recebeu a alma para que assim a vida se fizesse presente no homem. Caríssimos irmãos e irmãs, saibam que em hebraico alma é nefesh. O corpo, do pó, não tinha vida, somente teve sua formação, sem que houvesse nele vida. Após Deus respirar “o fôlego da vida” nas narinas daquele corpo, ele então recebeu vida, “alma vivente”.
Então eu lhes questiono amados e amadas: o que seria alma? Depois de dito tudo isto podemos concluir que alma é o que dá vida ao corpo.
A palavra de Deus diz que a alma é aquilo que dá vida ao corpo. Sem alma o corpo está morto. Vejamos: “porque a vida de toda a carne é o seu sangue” (Lv. 17:14). Também em hebraico vida significa nefesh. Neste verso em Levítico a palavra nefesh significa “vida”, mas em Gênesis, capítulo dois, verso sete é traduzida como “alma”, bem como em 471 dos 753 lugares na Bíblia onde ela ocorre.
Baseado nestas informações, onde está a vida (nefesh) do corpo, ou seja, a alma? Conforme está escrito em Levítico 17:11-14, está no SANGUE. As gerações são perpetuadas — que a vida da alma (nefesh) passa de geração para geração — através do sangue: “De um só fez ele todos os povos, para que povoassem toda a terra, tendo determinado os tempos anteriormente estabelecidos e os lugares exatos em que deveriam habitar” (Atos 17:26).
A alma não é imortal. Ela tão somente só dá vida ao corpo. Quando não se tem mais vida (nefesh) no corpo, não se tem mais alma. Deus não é carne, mas sim Espírito (João 4:24). Se o homem e a mulher foram feitos a imagem e semelhança de Deus, isso quer dizer que a eles foi acrescido o espírito. Assim como Deus é Espírito, Adão possuía espírito. Sem espírito Adão não podia se comunicar diretamente com o Criador. De maneira simples de entender: “Deus é espírito” (João 4:24), e para que possamos nos comunicar e adorar a Ele devemos possuir espírito. “Quem não tem o Espírito não aceita as coisas que vêm do Espírito de Deus, pois lhe são loucura; e não é capaz de entendê-las, porque elas são discernidas espiritualmente” (1Co. 2:14 NVI). Neste verso homem natural é tão somente corpo e alma, e que, portanto, somente com isso este homem não teria como se comunicar ou entender as coisas de Deus (que é espírito), porque as coisas que dizem respeito a Deus só as entenderemos e compreenderemos espiritualmente, ou seja, faltando o espírito, o homem não pode conhecer e entender as coisas que vêm de Deus.
Antes de comerem o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, eles tinham o corpo (formado do pó da terra), possuíam a alma (oriunda do fôlego da vida) e o espírito (que é a semelhança de Deus). Em síntese: Adão e Eva eram corpo, alma e espírito.
Nós tivemos a oportunidade de ver neste estudo que a morte é a ausência de uma forma de vida, daí podemos concluir que, de fato, o que morreu no dia da desobediência do primeiro casal, foi o seu espírito dado por Deus (Gn. 1:26) para que houvesse comunicação entre eles. Como Deus está sempre correto em tudo que faz e em tudo que diz, Adão e Eva, após terem comido do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, tiveram uma de suas formas de vida morta – o espírito – dado por Deus na criação.
Meus amados irmãos e amadas irmãs em Cristo, que o Deus Misericordioso possa ter compaixão por todos os nossos pecados e iniquidades que fazemos em nossa caminhada e decisões erradas; que Jesus Cristo possa nos dá a remissão de nossos atos iníquos e no nosso sincero arrependimento; e que a comunhão do Espírito Santo de Deus nos fortaleça na fé e na aceitação dos mandamentos do Pai Celestial. Amém!