Começo dando os meus mais sinceros parabéns à todas as mamães do mundo, não pelo seu dia especifico, porque a elas são destinados todos os dias de nossas vidas, mas sim pela beleza, pela força e formosura que é a dadiva maternal, e na pessoa da minha mãe – D. Carminha – eu abraço e beijo a todas elas.
Essa é uma instigante pergunta amados irmãos e irmãs. E para poder responder com seriedade e respeito me apeguei ao Espírito Santo de Deus para me dar luz e a orientação corretas para que eu não cometesse absurdos religiosos ou críticas desveladas a uma pessoa que foi realmente importante na vida do Nosso Senhor, sua mãe Maria. Eu não irei aqui me ater a falar da divindade de Maria, muito pelo contrário, porque tá mais do que provado que ela foi apenas e tão somente um vaso que fora utilizado para os interesses divinos do Pai. Refiro-me aqui à mulher com o seu dever maternal, que fora escolhida pelo Altíssimo para ser a mãe daquele que viria ser o maior de todos os homens, o Messias das profecias – Jesus – o Cristo.
Quero aqui ressaltar um assunto mui importante e que gera as mais calorosas discussões religiosas. Não podemos negar nada que a Bíblia afirma sobre Maria, mas não devemos – sob pena de cometermos irracionalidade dos fatos – criar ou aceitar doutrinas humanas sobre a mãe de Jesus. Pois, como bem nos disse Paulo, “não ultrapassem o que está escrito” (1 Co. 4:6).
Com todo o respeito que o povo católico merece, devemos encarar de forma racional que eles confundem o fato de Maria ter sido apenas o vaso pelo qual Jesus Cristo Se encarnou e, que diante disso, acreditam que ela se tornou a “mãe de Deus” – o dogma de "Theotokos" – uma doutrina que não se encontra na Bíblia. E ela se torna um grande absurdo se considerarmos as próprias palavras de Maria: “Minha alma engrandece ao Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, pois atentou para a humildade da sua serva. De agora em diante, todas as gerações me chamarão bem-aventurada, pois o Poderoso fez grandes coisas em meu favor; santo é o seu nome” (Lucas 1:46-49). Ela afirma que as gerações futuras a chamarão de bem-aventurada (e tão somente isso) pelo exclusivo divino convite recebido do Todo Poderoso para ser a progenitora do Cristo e nela grandes coisas Ele fez, fazer gerar um filho, pela ação do Espírito Santo (Lc. 1:35).
Amadíssimos, não seria muito mais fácil para o Criador simplesmente fazer com que seu filho surgisse tal qual o exterminador do futuro no filme homônimo? Lógico que sim. Deus é o Criador de tudo e de todos. Ele poderia fazê-lo perfeitamente. Mas, se já foi difícil o povo judeu acreditar em Jesus, na forma natural de como ele veio ao mundo, imaginem se fosse de uma maneira mística e sobrenatural?
Jesus precisava de todos os requisitos para que ele fosse aceito normalmente e não alardear sua tão esperada e desejada chegada como o Messias dos judeus. Como todo e qualquer ser humano que nasce de um ventre ele precisava que uma mulher fosse usada para que ele assim viesse ao mundo. De acordo com as profecias o Cristo seria da casa de Davi, ou seja, ele seria descendente do rei Davi. Contudo, Maria não tinha raiz genealógica real, mas José – o seu prometido noivo – possuía, e assim seria feito se cumprir as profecias. Arranjado isso, Maria, através do Espírito Santo teve a concepção do Santo, filho de Deus. “Foi assim o nascimento de Jesus Cristo: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, mas, antes que se unissem, achou-se grávida pelo Espírito Santo” (Mateus 1:18). Todo o processo de gestação aconteceu de forma natural e, assim sendo, passaram-se os meses decorrentes para o nascimento do Cristo. E, de tal modo, aconteceu.
Posso imaginar amadíssimos, que o menino Jesus tenha sido muito bem cuidado pela mãe escolhida por Deus. Como ele era uma criança normal, com certeza ele pode ter tido alguns daqueles probleminhas casuais de criança e, lógico, ele teve o devido tratamento e total atenção maternal de Maria. O menino deve ter chorado e por ela foi acalentado; deve ter recebido pancadas em possíveis quedas e por ela foram massageadas; ele sentiu fome e por ela foi alimentado; sentiu frio e por ela fora coberto; enfim, Jesus crescia com a atenção de seu Pai – o Todo Poderoso – assimilando com sabedoria todos os seus preceitos e mandamentos, e aqui na terra, ele tinha o acompanhamento e as orientações de sua mãe para as mais diversas situações humanas. Pois Jesus não poderia transparecer algo que não significasse normal aos olhos de todos que ali viviam, sem que não estivesse chagado a sua hora.
Caríssimos irmãos e irmãs, tudo foi previamente arrumado no plano espiritual para que Jesus viesse ao mundo – como filho de Deus – não poderia simplesmente surgir como uma entidade sobrenatural, mas sim, como uma pessoa normal. Aqui se mostra o poder de Deus. E não tem coisa mais natural do que uma criança, um ser humano, ter uma mãe, mesmo sendo gerado pelo Espírito Santo; nascido de uma virgem; criado por uma mãe atenciosa e carinhosa e chorado em seu momento de morte, como assim o fez Maria. E aquele que é a Palavra e que tornou-se carne, aqui na terra feito homem, precisava sim de uma mãe e assim fez o Pai, escolheu Maria entre muitas existentes na Judeia e ela cumpriu o seu papel condignamente, como bem nos mostra as Escrituras Sagradas e viveu seus dias como uma mulher normal, tendo uma vida normal ao lado do esposo José, constituindo uma família normal com filhos, como nos diz o Evangelho: “Não é este o filho do carpinteiro? O nome de sua mãe não é Maria, e não são seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas?” (Mateus 13:55). Maria não permaneceu virgem, ela e José conceberam filhos pelos métodos normais de procriação, a Bíblia não inventa, ela diz a verdade dos fatos.
A todos desejo que a Luz Divina e a Graça de Jesus os acompanhe sempre e que as Bênçãos do Espírito Santo de Deus possam fazer com que os seus corações demonstrem amor às suas mães todos os dias de suas vidas. Amém?




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